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ELOGIO DA ÁRVORE – 1

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 Referindo-se ao sobreiro o (talvez) nosso mais eminente agrónomo, J. Vieira Natividade, escreve, com fundo de amargura, as seguintes palavras: “Nenhuma outra árvore dá mais exigindo tão pouco. Espoliada, talada, saqueada, obstina-se em viver, e não sabemos que mais admirar: se a resistência do sobreiro à ofensiva destruidora, se a cegueira ou a mísera impotência do homem que persiste em não aproveitar a fundo a prodigiosa vitalidade desta árvore, em não tirar todo o partido de tão notável capacidade de adaptação.”  Poderíamos dizer o mesmo de praticamente todas as árvores, até de muitas que os “negreiros” de árvores obrigaram a “emigrar”. Na realidade, esses seres magníficos (propomo-nos demonstrá-lo ao longo destas crónicas) sempre nos forneceram tudo e nada pedem em troca. Abrigam-nos, enquanto material de construção, alimentam-nos, dando-nos os seus frutos, fizeram, assim como as outras plantas, os solos aráveis e férteis de que usufruímos, fazem parte do nosso conforto qu...

BARREIRAS À CONECTIVIDADE FLUVIAL - EFEITOS SOBRE A SUSTENTABILIDADE DA VIDA

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Um estudo do Centro Comum de Pesquisa da Comissão Europeia prevê que cerca de metade do número de praias desapareça até ao final do século (132 000 km), caso as emissões de gases com efeito de estufa mantenham o ritmo actual. Em primeiro lugar serão afectadas as zonas costeiras baixas com uma densidade populacional de mais de 500 hab/km² (31% das praias mundiais). Este tipo de costa recobre 1/3 dos litorais do globo e tem um papel crucial no que diz respeito à protecção da interface terra/mar. Além de serem o melhor meio de protecção contra tempestades, o areal ajuda à dissipação da energia das ondas e as dunas são uma barreira natural entre o mar e o interior das terras, constituem também um ecossistema biodiverso insubstituível. A crescente ocupação dos territórios litorais e das bacias hidrográficas com construções, estão a destabilizar a orla costeira, cuja configuração depende de ciclos bem precisos que determinam uma evolução das praias muito sensível às perturbações que afect...

Alegações sobre as Questões Significativas da Água do 3º ciclo de planeamento hidrológico 2022/2027

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  Objectivo BIODIVERSIDADE - Sem Ecologia não há Biologia.  Por todo o mundo, a fragilização, fragmentação e destruição de ecossistemas biodiversos, põe em causa a Sustentabilidade da Vida no seu Todo.  Sem a salvaguarda de uma ecologia que garanta a continuidade dos ciclos vitais, assente na sustentação da Biodiversidade - diversidade de espécies, diversidade genética e diversidade de ecossistemas - a sobrevivência da espécie humana está posta em causa, pois ela depende de toda essa diversidade. Se comemos, bebemos e respiramos e semeamos, é porque a Biodiversidade que o planeta sustenta o permitem.  Podemos continuar a recusar aceitar isto, porque o planeta vai continuar. Com outras paisagens e outros seres vivos. E até, durante algum tempo, com muitas construções e muitas máquinas, sobretudo de fotografar. Alegações sobre as Questões Significativas da Água do 3º ciclo de planeamento hidrológico 2022/2027  [LINK PARA PDF]

As mentiras da energia nuclear

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A electricidade nuclear é limpa. Está muito longe de ser verdade. A exploração do urânio que dará o combustível necessário ao funcionamento das centrais é altamente poluidora. É certo que os reactores não produzem dióxido de carbono, mas a laboração normal lança constante e insidiosamente para a atmosfera produtos de baixa radioactividade. E em caso de acidente grave… Os sábios estudos publicitados a seu tempo clamavam que a probabilidade estatística de acidente era quase nula (uma em milhões). Tem-se visto… A electricidade nuclear é barata. Na realidade e feitas bem as contas o quilowatt nuclear tem um preço assombroso. Teremos de juntar o preço de construção, a segurança em torno das centrais, os custos do armazenamento das matérias radioactivas actual e futuro e   o desmantelamento (coisas que ninguém sabe fazer) e os estudos infindáveis para realizar essas operações. O custo deve é incalculável. Claro que tudo isto é subsidiado pelos Estados. Se se tiv...

Riscos da energia nuclear

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A construção de centrais nucleares para a produção eléctrica arranca em força nos anos setenta do século passado. Nunca, durante a sua história, o homem se lançou numa operação tão leviana, perigosa e seivada de mentiras. Este processo só se pode compreender se atentarmos que sem centrais não há bomba atómica e que para certos países os ditames da guerra fria falavam mais alto. Acrescente-se a ganância despertada por negócio tão chorudo e teremos instalada a paranóia nuclear. E os cidadãos? Foram informados e consultados? Muito raramente. Lá onde a questão foi referendada (caso da Itália) a construção de centrais foi impedida. Os cidadãos souberam com clareza o que estava em jogo. No entanto, em todo o mundo, centenas de centrais surgiram, criando um problema sem solução à vista e que põe em risco extensas áreas e milhares de milhões de pessoas. Quais os riscos?  A tão apregoada segurança é um logro: as centrais têm constantemente “pequenos acidentes” com cons...