As mentiras da energia nuclear
- A electricidade nuclear é limpa. Está muito longe de ser verdade. A exploração do urânio que dará o combustível necessário ao funcionamento das centrais é altamente poluidora. É certo que os reactores não produzem dióxido de carbono, mas a laboração normal lança constante e insidiosamente para a atmosfera produtos de baixa radioactividade. E em caso de acidente grave…
- Os sábios estudos publicitados a seu tempo clamavam que a probabilidade estatística de acidente era quase nula (uma em milhões). Tem-se visto…

- A electricidade nuclear é barata. Na realidade e feitas bem as contas o quilowatt nuclear tem um preço assombroso. Teremos de juntar o preço de construção, a segurança em torno das centrais, os custos do armazenamento das matérias radioactivas actual e futuro e o desmantelamento (coisas que ninguém sabe fazer) e os estudos infindáveis para realizar essas operações. O custo deve é incalculável. Claro que tudo isto é subsidiado pelos Estados. Se se tivesse dedicado ao incremento da energia solar uma pequena fracção dos subsídios concedidos ao nuclear é bem possível que há muito se pudesse ter dispensado as centrais. Aliás, já hoje, a electricidade solar é a mais barata de todas.
- Era a solução definitiva para o problema energético. Em todos os países, à excepção da França, a percentagem da electricidade nuclear consumida não chega aos 50%. A emergência do solar e do eólico e outras formas de produção como o mar ou a biomassa arrumarão definitivamente o nuclear. Restar-nos-á a infernal tarefa de gerir os resíduos nucleares.
José Louza
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